AGENTS.md
manual de operação
2/4/20263 min read


O que é o AGENTS.md?
Pense no AGENTS.md como um runbook (manual de operação) do seu agente:
Regras de execução (o que pode fazer / o que não pode)
Política de confirmação (quando ele deve parar e pedir “ok”)
Preferências de trabalho (como ele planeja, como reporta, como registra)
Restrições de segurança (como tratar credenciais, arquivos sensíveis, etc.)
Memória operacional (coisas que você quer que ele “lembre” para agir melhor)
Ele existe dentro de um conjunto de “bootstrap files” que o OpenClaw espera no workspace. Entre eles, você costuma ver também: SOUL.md (persona e tom), TOOLS.md (anotações de ferramentas), USER.md (perfil do usuário), IDENTITY.md, BOOTSTRAP.md, etc.
Por que esse arquivo é tão relevante?
Porque agentes desse tipo não são só chatbots: eles podem executar ações reais no seu ambiente (sistema, integrações, ferramentas). Isso é poderoso — e arriscado.
Nas últimas semanas, houve relatos de:
Skills maliciosas publicadas em registry público (ClawHub) que exploram o fato de o agente ter acesso a sistema/arquivos/rede.
Extensão falsa de VS Code “ClawBot Agent” distribuindo trojan ao se passar por ferramenta “oficial”.
Análises de segurança apontando que “skills” em Markdown podem virar superfície de ataque porque frequentemente incluem passos do tipo “rode este comando” (que usuários/agents tendem a seguir).
Então, o AGENTS.md vira o lugar certo para você escrever, com clareza, quais ações são aceitáveis e sob quais condições.
AGENTS.md vs SOUL.md vs TOOLS.md (diferença prática)
Uma forma simples de separar responsabilidades:
AGENTS.md → como o agente opera e decide (processos, limites, confirmações, padrões de execução).
SOUL.md → quem o agente “é” (tom, persona, estilo, limites de comunicação).
TOOLS.md → catálogo e convenções de ferramentas (comandos permitidos, notas, shortcuts, boas práticas).
Se você mistura tudo, seu agente fica inconsistente: ele até “fala bonito”, mas age mal.
Estrutura recomendada shows (template pronto)
Abaixo vai um modelo seguro e pragmático (você pode colar no seu blog e no seu projeto). A ideia é ser explícito e auditável.
# AGENTS.md — Operação e Segurança do Agente
## 1) Missão - Objetivo principal: ajudar com tarefas de produtividade e desenvolvimento sem causar risco ao ambiente. - Prioridades: (1) segurança, (2) reversibilidade, (3) clareza, (4) velocidade.
## 2) Permissões e Confirmações
### Pode fazer sem confirmar - Ler arquivos dentro do workspace do projeto. - Fazer buscas locais em pastas não sensíveis. - Propor planos e rascunhos (sem executar ações externas).
### Deve confirmar antes de executar - Rodar comandos no terminal - Instalar dependências/pacotes - Criar/alterar arquivos fora do workspace - Enviar mensagens/e-mails/postagens - Acessar credenciais/segredos, tokens, chaves
### Nunca fazer (bloqueio duro) - Executar scripts baixados via “curl | bash” ou equivalentes - Desativar antivírus/segurança do sistema - Exfiltrar dados (copiar/mandar arquivos, dumps, bases, senhas) - Ações financeiras (trade, transferências, pagamentos)
## 3) Política de Segredos - Nunca registrar chaves, tokens, senhas em texto plano. - Preferir variáveis de ambiente e vault. - Se detectar segredo em output/log, mascarar imediatamente.
## 4) Padrão de Execução (Runbook) 1) Entender tarefa e restrições 2) Propor plano curto (checklist) 3) Identificar riscos e necessidade de confirmação 4) Executar passos reversíveis primeiro 5) Reportar resultado + mudanças feitas + próximos passos
## 5) Log e Auditoria - Sempre listar arquivos alterados e por quê. - Sempre fornecer comandos executados (se houver), com contexto. - Preferir mudanças pequenas e versionáveis (Git).
## 6) Preferências do Usuário - Linguagem: PT-BR - Estilo: direto, sem enrolação - Código: pronto para copiar/colar
Esse tipo de estrutura conversa diretamente com a forma como o ecossistema organiza “contexto persistente em Markdown” no workspace.
Boas práticas que evitam dor de cabeça (e incidentes)
1) Trate “skills” como código executável
Mesmo quando a “skill” parece só documentação, ela pode induzir execução de comandos ou baixar scripts. Isso já foi destacado em análises de segurança do ecossistema.
Regra de ouro para colocar no AGENTS.md:
“Nenhum comando baixado/obfuscado roda sem revisão e confirmação.”
2) Crie uma política explícita de confirmação
O maior erro é deixar o agente “autônomo” em ações destrutivas (instalar coisas, mexer fora do workspace, enviar mensagens). O AGENTS.md é o lugar certo para cravar isso.
3) Defina limites por categoria de risco
Ex.: terminal, instalação, rede, mensageria, arquivos fora do workspace. Quanto mais claro, menos surpresa.
4) Versione seu workspace
Como grande parte do “estado” fica em arquivos Markdown, versionar com Git te dá “rollback” de memória/instruções do agente (um dos motivos que a comunidade gosta desse approach).
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